UMA COZINHEIRA DE MÃO CHEIA

Tia Joana, do Espraiado, relembra sua história entre família, temperos e muito trabalho

Ela é famosa por ter a comida mais saborosa de Maricá. Joana Soares de Moraes tem 73 anos , nasceu no Silvado e é mais conhecida como Tia Joana, nome do estabelecimento que mantém na frente de casa no Espraiado. Ela tem seis irmãos sendo a mais velha. Ela é mãe de dois filhos, avó de dois netos e duas bisnetas.
Tia Joana conta que aos 8 anos o padrinho a levou para morar em uma casa na cidade do Rio de Janeiro, lá ela ajudava a tomar conta de três crianças, sendo uma delas, recém-nascida. “Tive a oportunidade de poder viver com uma família que me deu uma chance e uma vida que seria impossível de ter”, relatou.
Aos 12 anos, quando veio visitar a mãe no Espraiado, decidiu que queria voltar para Maricá, pois segundo ela, viu a mãe passando necessidade e que não achava justo ela deixá-la passando por isso e resolveu voltar.
Ao retornar para Maricá, conseguiu um trabalho na casa da família Colaço. Aos 18 anos se casou com o primeiro marido e teve dois filhos .O primeiro emprego formal foi no Hospital Municipal Conde Modesto Leal, quando trabalhava na lavanderia. Emprego que começou em 1975 e saiu em 1980. Nessa mesma época, ela contou que ainda trabalhava na casa de uma japonesa no bairro do Flamengo. ” Tinha uma rotina pesada. A vezes quando saía do hospital, parava um pouco para descansar e adiantar os serviços em casa e ia para o hospital”, relatou.
Um momento de muito sofrimento para Tia Joana, foi o marido ficou internado em decorrência de um derrame.Ela conta que a equipe do hospital a ajudou bastante nessa época. “Tenho orgulho de ter feito parte da equipe do hospital. Eles foram uma família no momento que eu mais precisei”, relatou.
Em seguida,trabalhou como cobradora na empresa de ônibus durante 9 anos. Dessa época, ela conta que só tem boas recordações. “Por onde passei, fiz boas amizades. Todos os dias depois do expediente nós íamos para o bar, para poder descontrair um pouco daquele dia intenso de trabalho”, comentou.
Para Roseli Paulino de Moraes, é um privilégio ser nora de Tia Joana “Me dou muito bem com ela. Não temos nenhum problema de convivência. Sou casada desde que tenho 13 anos. A comida dela conquista a todos. Somos suspeitos para falar”, disse.
Durante cinco anos ela ficou viúva, até que conheceu o segundo marido. Ela então foi morar com ele, mas por problemas de convivência com os familiares dele, resolveu voltar para casa. Nessa mesma época, Tia Joana se aposentou. “Eu disse pra ele que não dava pra viver mais lá. Ele então decidiu que vinha morar comigo. Ele então construiu um comércio na frente de casa, onde eu comecei a vender algumas coisas, inclusive comida. Com o tempo fomos ampliando e construímos mais espaço onde havia um galinheiro”, contou.

Sabor que conquista


O motorista Nélio Arruda Pinheiro de 68 anos é um dos que se apaixonou pelo tempero de Tia Joana. Ele conta que conheceu a pensão quando começou a trabalhar na Secretaria de Cidade Sustentável, no Espraiado e conheceu o local por indicação dos colegas há aproximadamente um ano. “Todos os dias venho almoçar aqui, até vir trabalhar aqui perto não conhecia a Tia Joana. A comida dela é muito boa, tem aquele gostinho de comida feita na nossa casa, o que eu mais gosto que ela faz é o cozido, tem um tempero maravilhoso”, comentou.

Foto: Paulo Polônio

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