Há 10 anos se iniciava uma revolução em Maricá

O senso comum das pessoas costuma dizer que “eu não gosto de política porque não dependo de política para nada”. Claro que essa é uma afirmação errada e esconde o fato de que a nossa vida, o nosso dia a dia, se tudo vai bem ou mal com eles depende sim das decisões políticas e dos políticos. Maricá é um caso típico que prova que uma decisão política acertada pode fazer toda a diferença na vida das pessoas e de toda uma cidade.

Há 10 anos com a eleição do prefeito Washington Quaquá, até o hoje o prefeito mais votado da história da cidade, com 63% dos votos válidos, Maricá começava um processo de transformação que muitos achavam impossível de acontecer.

Maricá era então uma cidade esquecida, sem autoestima. Ninguém sequer lembrava dela. Era uma cidade dominada pelos interesses de uma única família que era proprietária da empresa de ônibus, a Nossa Senhora do Amparo.

Quando os prefeitos eram eleitos, sempre com o apoio da milionária empresa, governavam para preservar seus interesses mesquinhos. Nenhuma empresa se instalava na cidade, nem mesmo uma “Casa & Vídeo”, uma “Leader”, um simples Supermercado que não fosse das famílias tradicionais ou um “Mc Donald”, porque o poder operava para que o maricaense tivesse que trabalhar, estudar e se divertir no Rio ou em Niterói, claro que tendo de deixar seu dinheiro nas roletas dos ônibus da “Amparo”.

As vans eram proibidas de entrar na cidade e os mototáxis não existiam. Tudo seguia o estrito poder de mando da “Amparo”.

Os prefeitos, a primeira coisa que faziam era comprar um apartamento em Icaraí e se mudar da cidade. Final de semana eles passavam em Cabo Frio ou em Búzios. Não havia amor, dedicação e confiança no município que eles governavam.

Quando assumiu a prefeitura a luz de velas, devido à milhões de reais de dívidas deixadas pelo seu antecessor, prefeito Ricardo Queiroz, Inclusive com água e luz da Prefeitura cortada, O novo prefeito Washington Quaquá prometeu mudar a história da cidade.

O aposentado Luis Carlos da Silva é morador de Ponta Negra e disse que jamais esperava que alguém fosse fazer tanto pela cidade como aconteceu nesses últimos anos. ” Vivíamos no meio da lama, completamente abandonados. Fomos abençoados por uma natureza tão exuberante, mas a cidade era feia, largada. Dá orgulho de dizer que somos maricaenses agora”, comentou.

Apesar de já deixar claro que a cidade iria se libertar do mando dos coronéis, quando deixou claro com seu primeiro ato como prefeito, que foi assinar um decreto autorizando as Vans a entrar na cidade e reduzindo o preço das passagens de ônibus. Os dois primeiros anos foram muito difíceis devido às dívidas e a desordem. Era preciso deixar a casa em ordem, organizar a administração e pagar as dívidas deixadas.

A estudante de Turismo Ana Luísa de Araújo conta que graças a ações como o bilhete único universitário e as vans, ela consegue ir para a faculdade em Niterói. “Podemos pegar as vans e nos locomover com muito mais facilidade. Com a ajuda do bilhete universitário, consigo guardar dinheiro para os gastos da faculdade”,  conta ela que é moradora do Boqueirão.

Mas a partir do terceiro ano (2011) Maricá começa uma virada histórica.  A cidade que era o “patinho feio” da região, em apenas 10 anos se transformou na “joia da coroa” do Rio de Janeiro. Maricá hoje é conhecida, respeitada e admirada não só no Rio de Janeiro, mas no Brasil e no mundo. A revista de economia mais famosa do mundo, a The Econimist, dedicou matéria sobre suas políticas sociais, em especial a “Moeda Mumbuca”, que também foi tema da Agência France-Press e alvo de discussão na eleição presidencial Francesa.

Políticas públicas revolucionárias como o ônibus vermelhinho com “Tarifa Zero” fazem de Maricá uma cidade modelo para o mundo.

Mas não é só isso. Tem campus do Instituto Federal Fluminense sendo finalizado, instituto esse que foi trazido para o município por ação do governo municipal; três mil casas foram construídas em dois Condomínios do Minha Casa Minha Vida, quando no passado inteiro só 70 casas populares haviam sido construídas; creche não existiam nenhuma e hoje são 13; asfalto? A cidade passou 200 anos com ruas esburacadas e bairros desvalorizados. Só nos 8 primeiros anos do governo de Quaquá foram feitos mais de 500 km de asfalto, Cintra apenas 69 km em todo o passado. E uma lista infinita de realizações foi realizada.

A moradora do Minha Casa Minha Vida de Inoã, a dona de casa Conceição de Oliveira disse estar muito feliz de viver em Maricá. “Graças ao Minha Casa Minha Vida tenho um lugar digno para morar. Antes eu vivia em uma casa caindo aos pedaços em uma comunidade de Maricá. Aqui também nós temos ônibus de graça. Outro programa social que me ajuda bastante é o Cartão Mumbuca. Com ele posso ajudar nas compras em casa”, relatou.

Mas para quem achava que após Quaquá o município podia ter uma descontinuidade, se enganou. O seu sucessor, o prefeito Fabiano Horta, apresentado como candidato que iria continuar o projeto, não apenas o está fazendo como acelerou as mudanças.

Foto: Araujo José

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