LATIFÚNDIO VIRARÁ COMUNA AGROECOLÓGICA

Unidade agroecológica municipal tem suas primeiras colheitas

Em meio a beleza do Espraiado está localizada a Fazenda Agroecológica Municipal Ibiaci. Com uma área de aproximadamente 200 mil m² improdutivos, o espaço foi adquirido pela prefeitura e desapropriada em abril do ano passado. A Fazenda Agroecológica é uma das propostas de campanha do atual prefeito, Fabiano Horta, ideia surgiu ainda com o ex-prefeito Washington Quaquá. A equipe da Secretaria de Agricultura, Pecuária e Pesca ajudou na escolha da área.

Segundo o secretário de Agricultura, Pecuária e Pesca, Júlio Carolino, eles procuravam por uma área onde pudessem acomodar de 50 a 100 famílias. “O terreno onde fica a fazenda era uma terra improdutiva e a Prefeitura hoje, após adquirir a área, fez com que voltasse a produzir. “Maricá é uma área que já se produziu muita cana-de-açúcar, teve festivais de laranja e hoje o prefeito está resgatando tudo isso”, explica.

A Secretaria de Economia Solidária em parceria com o Movimento dos Sem Terra (MST) pretende distribuir terras, fazer uma reforma agrária, desenvolver atividades econômicas de base comunitária, promover a qualidade de vida e gerar renda às famílias envolvidas consequentemente protegendo áreas públicas.
“Os resultados obtidos em programas similares de hortas comunitárias, como da fazenda no Espraiado que a prefeitura desapropriou para construir uma comuna agroecológica e um assentamento rural, têm sido satisfatórios em diversas cidades, por atender uma demanda de mercado por produtos naturais de boa qualidade, normalmente obtidos sem a utilização de agrotóxicos. Nestes programas, as pessoas envolvidas trabalham na maior parte das vezes em regime de autogestão, gerando renda e obtendo bons produtos agrícolas para consumo próprio e de sua família”, disse o secretário Diego Zeidan.

Em pouco menos de um ano, a terra foi preparada para receber as plantações . Já esse ano, cerca de 3,6 toneladas de melancias foram produzidas e colhidas, parte dessas frutas foram doadas para a Escola Municipal do Espraiado. O prefeito Fabiano Horta disse que a finalidade da fazenda é expandir a cultura da terra em Maricá. “O principal valor disso é difundir na cidade e para as pessoas a virtude da terra e da produção enquanto elemento da vida, e esse é o valor que queremos construir. A fazenda vai ter o objetivo de formar gente, formar seres urbanos que mexam com terra e entendam o valor da produção. Isso é muito gratificante”, afirmou.

Ainda de acordo com Julio Carolino, existe um projeto para que na fazenda seja construída uma casa de farinha e a produção será feita com aipim que for cultivado e uma queijaria já que o local também pretende ter a criação de cabras. Na sede da fazenda, será construído um restaurante-escola em parceria com uma instituição de ensino. “Além disso, nas moradias será construída uma área que poderá receber visitantes. Queremos valorizar o turismo rural”, comentou.

Distribuição de abóboras em escolas, hospital e moradores

A primeira safra de frutas e legumes orgânicos plantados na Fazenda Ibiaci foram distribuídas, para moradores do Barroco, em Itaipuaçu, para os alunos da Escola Filantrópica de Educação Infantil Profº Juarez Mangia (Lar dos Pequeninos), em Itaipuaçu, para os alunos de ensino fundamental e médio do CIEP 391 Robson Mendonça Lou, em Inoã, e também para atender os pacientes do Hospital Conde Modesto Leal também receberam os alimentos.

Júlio Carolino destacou a importância do cultivo de alimentos orgânicos e agroecológicos na fazenda pública. “Estamos oferecendo alimentos sem agrotóxicos, que não usam adubos nem defensivos químicos, de uma área pública. Já colhemos toneladas de abóboras, melancias. Em breve serão colhidos aipim e futuramente berinjela”, afirma Julio Carolino.

De acordo com o agrônomo, Miqueias Permanhani, foram colhidos três tipos de abóboras (mini paulista, jacarezinho e menina rajada) que são excelentes para uso culinário, como doces, consumo com carnes e refogados.
A diretora de uma escola particular no Centro, Deise Melo retirou algumas abóboras e uma melancia no prédio do Sistema Integrado Municipal (SIM), no Centro e levou para a escola. “Colocamos a metade na sopa e a outra fizemos um quibebe. A melancia servimos na sobremesa. Assim que tiver novamente outra doção, irei retirar mais alguns legumes”, comentou.

Foto: Clarildo Menezes e Marcos Fabrício

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