‘Minha Casa, Minha Vida’ de Itaipuaçu tem curso de modelo e manequim

Uma parceria entre as secretarias de Cultura e de Economia Solidária de Maricá, com a ONG Afrotribo e o coletivo Ubuntu, está oferecendo um curso de modelo e manequim para jovens do residencial Carlos Marighella, condomínio do programa ‘Minha Casa, Minha Vida’ em Itaipuaçu. O lançamento oficial ocorreu nesta quinta-feira (06/06), mas cerca de vinte jovens com idades entre 3 e 20 anos já participam das aulas que acontecem todas as quintas-feiras no salão de festas do setor E.  As inscrições para novos alunos estão abertas no mesmo local.

“A moda é uma das formas de passar a mensagem que sempre acreditamos, de que o povo mais pobre tem um potencial para a mudança que a sociedade precisa”, afirma o secretário de Economia Solidária, Diego Zeidan. Já a secretária de Cultura, Andrea Cunha, garante que a ação será ampliada para as lonas culturais recém-inauguradas em Itaipuaçu e na Barra de Maricá.

“Queremos trabalhar com a população através da moda no âmbito cultural”, explicou ela. O coordenador de projetos do ‘Minha Casa, Minha Vida’, Mauro Alemão, disse que o projeto precisa ser entendido como uma quebra de paradigma social. “O que estamos realizando aqui é uma resposta que damos à sociedade, que muitas vezes acha que coisas assim não nos pertencem, que não podem estar nas camadas populares”, discursou.

De acordo com a presidente da ONG Afrotribo, Paula Dias, os meninos e meninas terão aulas de tópicos como fotogenia, posicionamento e técnicas de passarela, entre outros, ministradas pelo modelo Douglas Fernandes, formado pela entidade com trabalhos internacionais no currículo.

“É uma honra para nós trabalhar aqui em Maricá pelo potencial que tem. Uma de nossas exigências é que a criança esteja bem na escola, porque entendemos que nosso trabalho também é parte da educação deles, além de estimular a auto-estima e a confiança”, ressaltou ela, antecipando que avalia a instalação de dois turnos de aula para conciliar o horário escolar.

Entre os alunos do curso, as expectativas são grandes. A adolescente Luíza Oliveira, de 14 anos, gostou da oportunidade pois favorece quem não tem condições de pagar um curso fora dali. “Gostei muito de fazer aqui dentro porque é um sonho que eu tenho. No futuro desfilar em países da Europa, quem sabe”, projetou a menina, enquanto a dona de casa Josiane Marins, de 32 anos, observava o desempenho das filhas Jamilly, de 10 anos, e Leandra, de 9. “Além de ocupar a mente, elas também estão curtindo muito participar. Se elas futuramente quiserem seguir essa carreira, vou apoiar”, afirmou a mãe.

Quem quiser se inscrever no curso pode procurar o local das aulas no condomínio (no horário das aulas) ou a sede da Secretaria de Economia Solidária (em frente ao Colégio Estadual Elisiário Matta, no Centro). Podem participar alunos entre 5 e 30 anos de idade que comprovem ser moradores da cidade. Menor de idade precisam de uma autorização dos pais ou responsáveis.

Foto: Clarildo Menezes Foto

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