Prefeitura comemora Dia Internacional do Orgulho LGBTI e os 50 anos da rebelião de Stonewall

Em homenagem ao Dia Internacional do Orgulho LGBTI Maricá, a coordenação municipal LGBT realizou atividades comemorativas no Cinema Henfil nesta terça-feira (25/06) para celebrar os 50 anos da rebelião de Stonewall, marco histórico do movimento. Promovido pela Secretaria de Participação Popular, Direitos Humanos e Mulher, o encontro teve como principal objetivo o combate ao preconceito contra lésbicas, gays, bissexuais, travestis, transexuais e intersex.

De acordo com o coordenador municipal de Direitos Humanos e Políticas LGBT, Carlos Alves, o preconceito tem que ser combatido pelos movimentos que lutam pelos direitos LGBT. “Não podemos acreditar que há 69 países que consideram crime ser homossexual e, para alguns, ainda é caso de pena de morte. Não queremos mais isso. Buscamos liberdade, respeito e paz. Temos que seguir na construção de políticas públicas e ações contra o preconceito”, afirmou Carlos Alves.

Presente ao encontro, a secretária de Saúde, Simone Costa, destacou a importância de ações conjuntas entre os órgãos municipais para a criação de um programa intersetorial que garanta os direitos dos cidadãos.

“Estamos vivendo em tempos de luta. E não podemos desistir. Há uma violência enorme contra estes cidadãos, mas temos que nos preocupar com o alto índice de suicídio cometido pelos jovens que não são aceitos pelos pais nem pela sociedade. Isso exige uma ação diferenciada. Esse movimento não é apenas de uma classe. A luta é única pelo direito de todos”, ressaltou. 

A presidente do Conselho Municipal dos Direitos da População LGBT de Niterói e primeira mulher transexual da Marinha do Brasil, Bruna Benevides, elogiou o município em propor abertamente a discussão de propostas contra o preconceito.

“Nossa luta ainda é muito primária por isso considero importante ver uma cidade aberta para ouvir o que essa população tem a dizer. Maricá tem potencial de ser referência na área de politicas publicas para os direitos da população LGBTI”, ressaltou. 

A assistente social, psicóloga, membro da Unegro LGBT e de conselhos como o Nacional de Direitos da População LGBTMarcelle Esteves, propôs o questionamento: “Somos todos iguais perante a lei? Então me pergunto quem são esses iguais? E quais são essas leis? Nossa sociedade é pautada no racismo, machismo, patriarcado e na questão religiosa. O que exigimos é respeito”, destacou a psicóloga, que há anos luta em defesa dos direitos e da dignidade de mulheres, negros, LGBT e religiões de matriz africana.

Entenda sobre a Rebelião de Stonewall

Considerada a origem do Movimento LGBT, a rebelião de Stonewall foi uma série de manifestações violentas e espontâneas de membros da comunidade LGBT contra uma invasão da polícia de Nova York que aconteceu no dia 28 de junho de 1969, no bar Stonewall Inn, localizado no bairro de Greenwich Village, em Manhattan, em Nova York, nos Estados Unidos, considerado o principal bar gay da época. As batidas policiais em bares gays eram rotina na década de 1960 e os oficiais acostumavam prendê-los, no entanto nesse dia, eles perderam o controle da situação no Stonewall Inn.

Os homossexuais estadunidenses das décadas de 1950 e 1960 enfrentavam um sistema jurídico anti-homossexual. Poucos estabelecimentos recebiam pessoas abertamente homossexuais. O Stonewall Inn era conhecido por ser popular entre as pessoas mais pobres e marginalizadas da comunidade gay: drag queens, transgêneros, homens efeminados jovens, lésbicas masculinizadas, prostitutos e jovens sem-teto.

As tensões entre a polícia de Nova York e os residentes homossexuais de Greenwich Village irromperam em mais protestos na noite seguinte e, novamente, em várias noites posteriores. Dentro de semanas, os moradores do bairro rapidamente organizaram grupos de ativistas para concentrar esforços no estabelecimento de lugares que gays e lésbicas pudessem frequentar sem medo de serem presos.

No ano seguinte, em 28 de junho de 1970, as primeiras marchas do orgulho gay aconteceram em Nova York, Los Angeles, São Francisco e Chicago, em comemoração ao aniversário dos motins. O Stonewall Inn funciona até hoje e é tombado pelo patrimônio histórico de Nova York.

Foto: Marcos Fabricio

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