Relações raciais na Educação Básica viram tema de debate em escola de Cordeirinho

O Centro Infantil Municipal Marilza da Conceição Rocha Medina, em Cordeirinho, recebeu a Professora Doutora Janaína Corenza, do Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFRJ), que levou a roda de conversa “Relações raciais na Educação Básica – por onde começar?”. Professoras, agentes educacionais do contraturno e auxiliares de turma participaram do encontro que teve como reforçar a perspectiva dos profissionais que lidam diariamente com os pequenos alunos.

“Trabalhei em escola de educação básica durante 20 anos e é nesse espaço onde nós fazemos as trocas. Hoje, estar aqui numa escola de educação básica, me ajuda, também, a repensar as aulas que eu dou. Sou pedagoga e trabalho com essa didática de relações raciais pois, em muitas instituições, isso ainda é um desafio”, explicou Janaína.

Entre os materiais apresentados na discussão, um chamou bastante a atenção dos participantes do encontro. O vídeo onde uma criança negra, instada a escolher em diversas situações entre uma boneca branca e uma boneca negra, preferiu a branca na maioria das vezes impactou bastante os participantes.

Dilcimeres Pedro, do Núcleo de Desenvolvimento de Linguagens Artísticas da Secretaria de Educação, falou sobre a Lei 10.639, trabalhada na rede municipal atualmente e que acaba se refletindo na autoestima dos alunos. “Trabalhar esta lei, que é obrigatória sobre a história e cultura afro-brasileira dentro do ambiente escolar, faz com que as questões raciais sejam uma realidade na vida dos alunos e que a cor não seja um impeditivo para que se relacionem e construam um ambiente escolar acolhedor e democrático”, analisou. “Esperamos que a educação racial seja sempre relevante nas escolas e que combater os problemas raciais, ainda existentes em nossa sociedade, seja de interesse de todos”, concluiu.

A diretora do CEIM, Abigail Rangel, explicou que o CEIM tem uma programação anual dentro do Projeto Político Pedagógico (PPP), que trata da formação interna dos funcionários. “Temos na rede municipal de educação um projeto intercultural e decidimos trabalhar este tema com os profissionais aqui que lidam, diariamente, com nossos alunos”, analisou. “É muito importante que a equipe esteja alinhada com essas questões e que consigam trabalhar, da melhor maneira, a questão racial que permeia o ambiente escolar, reconhecendo que cada aluno tem uma educação vinda de casa e que aqui os assuntos têm que ser bem discutidos com um olhar mais atento para os que estão em formação de personalidade”, disse.

Mariza de Souza, Gerente de Ensino Fundamental da Secretaria de Educação reconheceu a importância de manter os profissionais da rede de ensino atualizados. “Sabemos o quanto é enriquecedor eles terem uma formação continuada e aqui, na escola, é um espaço propício para que todos (alunos) se reconheçam como seres sociais, potentes e empoderados, pois vivemos um momento bem difícil no país e precisamos reforçar esse nosso pensamento de identidade que o povo brasileiro tem”, afirmou.

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