Professor Marcos Dedios e sua luta pela educação

No mês dos professores, nossa equipe foi buscar um pouco da história de um desses profissionais que dedicam a vida na difícil tarde de ensinar. E uma dessas pessoas é o professor Marcos de Dios Coelho, professor da rede municipal de Maricá há 33 anos.
O ano era 1988, começou com uma insatisfação entre os professores do município de Maricá, principalmente com as condições de trabalho e salário, contudo nunca haviam se organizado para conseguir melhorias para a categoria. No dia 23 de março, professores se reúnem no Colégio Maricá e realizam a 1ª Assembleia que funda a Associação de Professores do Município de Maricá (APMM). Neste mesmo dia, foi submetido a aprovação do Estatuto da Categoria e a Pauta de Reivindicações que incluía a criação do vale transporte e a proposta de uma nova política com piso de quatro salários mínimos e 20% entre os níveis salariais. Em 9 de abril daquele ano, realizou-se a 2ª Assembleia que elegeu a Comissão Provisória para representar a Associação de Professores, composta pelos membros: Maria do Carmo Guimarães Mendes, Marcos de Dios Coelho, Guido Roberto de Souza Pavão, Valeria Maffei dos Santos, Jorge Roberto Pereira dos Santos, Maria Helena Coutinho de Oliveira, Rita de Cassia França e Manoela Carvalho.
De acordo com o professor Marcos De Dios, esses professores representavam a categoria e encaminharam propostas ao Executivo Municipal. “Para nossa surpresa, o prefeito responde às nossas solicitações e diz que o município não tem verba para atender as reivindicações, mas a categoria não desiste”, comentou.
Ainda segundo De Dios, naquele 21 de maio, ocorre a 3ª Assembleia quando eles decidem iniciar um movimento organizado, onde a política salarial perfilava como principal bandeira. “Resolvemos fazer uma carta aberta à comunidade e à Câmara explicando a necessidade de um plano de cargos e salários’. No dia 25 de maio, foi realizada uma Assembleia extraordinária com a intenção de discutir quais seriam as ações do movimento para o dia 26 de maio, aniversário da cidade. “Decidimos que haveria uma manifestação com distribuição de uma carta aberta com as reivindicações. Durante o desfile comemorativo, fomos às ruas usando uma tarja preta para simbolizar o luto. Nos reunimos em frente à Câmara para entregar a carta ao presidente do legislativo. O prefeito da época repudia o ato. Em assembleia, no dia 4 de junho, os líderes percebem que só uma greve poderia mudar os rumos e uma carta é enviada aos demais profissionais para aderiram à causa e lutem juntos por condições melhores de trabalho”, relatou.
Em assembleia no dia 15 de junho de 1988 fica decidida a paralisação por tempo indeterminado. O movimento ganhou cada vez mais adeptos.Em 18 de junho, começa de fato a greve. Os professores realizaram um ato na Praça Central da cidade e reuniram 500 pessoas. ” Pela primeira vez trabalhadores públicos paralisaram suas atividades e recebem apoio de estudantes e responsáveis. O prefeito acabou demitindo as lideranças. A Câmara tenta uma negociação por intermédio da então secretária de educação, a professora Heloisa Maira de Andrade Boechat. Os vereadores cobram explicações. No dia 25 de junho, o prefeito então anula as demissões e uma comissão Paritária do Plano de Cargos e Salários é nomeada.O Plano só é aprovado em outubro, sendo o primeiro da região”, relatou.
Essa foi uma das primeiras lutas enfrentadas por “de Dios” nesses anos de magistério. O professor esteve com outros profissionais buscando melhores condições para essa profissão tá desvalorizada.

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