Alunos com deficiência do Esporte Presente participam de Festival Recreativo

A animação contagiou a Arena Flamengo na manhã do último domingo (10/11) no 1º Festival Esportivo e Recreativo para Pessoas com Deficiência (PCD’s) do projeto Esporte Presente. Idealizado pela Secretaria de Esportes e Lazer, o evento contou com apresentação de ginástica rítmica, circuito de jogos adaptados com a participação dos familiares e biatlo adaptado, composto por caminhada/corrida e finalizado na piscina. Além disso, o grupo de palhaços Médicos do Amor participou com uma dinâmica.

Em seu último evento como responsável pela pasta, o então secretário de Esporte e Lazer, Felipe Bittencourt, ressaltou a importância de sempre haver uma aproximação com setores municipais que lutam pela causa, como é o caso do Conselho Municipal de Pessoas com Deficiência (Comdef).

“Estamos sempre buscando essas conversas no intuito de melhoramos a ferramenta do esporte com as crianças com deficiência. Hoje é um dia muito feliz, pois estamos vendo como essas crianças vêm evoluindo através do esporte e é isso que estamos buscando”, disse Bittencourt, que deixou o cargo de secretário nesta segunda-feira (11/11).

O presidente do Comdef, Renê Lazari, reforçou que o fato de a pessoa ser ou estar deficiente não significa que ela seja incapaz de realizar qualquer atividade física. “É importante para não só pela questão física e psíquica, mas pela socialização da pessoa com deficiência. Ela não fica execrada dentro de sua casa, sem poder fazer nenhuma atividade. Essa abertura é de suma importância para todos os deficientes”, salientou.

Também presente no festival, a representante do Grupo de Apoio de Mães de Autistas de Maricá (Gamam), Maria Cecília de Faria Fernandes, agradeceu pela inclusão das Pessoas com Deficiência em atividades do projeto Esporte Presente, requisição solicitada há algum tempo por agentes que lutam pela causa.

“Esse evento aqui é um grande passo na história de Maricá, pois está coroando todo um trabalho que vemos fazendo desde uma Audiência Pública, na qual pedimos para que se abrisse mais vagas e tivesse um acolhimento maior à pessoa com deficiência no esporte na cidade”, afirmou.

O Gamam é um grupo de mães que se reuniu para poder dar apoio às mães de outros autistas e reivindicar políticas públicas para a causa.

Existente somente há três meses na cidade, grupo de palhaços Médicos do Amor interagiu com as crianças por meio de uma dinâmica. O grupo é conhecido por visitar todas as 5ª feiras os pacientes do Hospital Conde Modesto Leal, no Centro.

“A ideia é levar amor, um pouco da alegria, de sorriso e de esperança ao próximo. É doarmos um pouco do nosso tempo para poder promover isso na nossa cidade e onde for preciso”, disse o responsável pelo grupo, Josué Gomes Filho.

Mãe do Marcos Antônio Pinto de Souza, de 9 anos, que é surdo-autista e aluno do projeto Esporte Presente, Eliane Oliveira, de 39 anos, avaliou como necessária a realização do evento, a fim de mostrar para a população as diversas atividades existentes para as pessoas especiais.

“Eles precisam ser assistidos e precisam que as pessoas vejam a importância que têm. Eles não estão sozinhos”, contou a professora de música, acrescentando que a natação tem dado um bom resultado no desempenho cognitivo do menino. “Ele antes não prestava a atenção em nada. Agora já faz o que está sendo pedido pelo professor e participa mesmo”, afirmou orgulhosa.

Fotos: Marcos Fabrício

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