Torneio Intercolegial de Games de Maricá chega ao fim

A final e a semifinal do 2º Torneio Intercolegial de Games de Maricá (TI Games 2), iniciativa da Companhia de Desenvolvimento de Maricá (Codemar) em parceria com a Secretaria de Educação, aconteceram no último fim de semana (dias 07 e 08/12), na quadra da Arena Flamengo. Os times da Escola Estadual Elisiário da Matta e Escola Municipal Lúcio Thomé Guerra Feteira levaram a melhor e garantiram para suas escolas, uma sala game, com as duas primeiras colocações respectivamente.

Também chegaram à final de domingo, a Escola Municipal João Monteiro, o Instituto Federal Fluminense (IFF), o curso Prima e a escola particular Santa Monica. No sábado, a semifinal contou com a participação de 17 times com cinco alunos cada, representando 15 escolas.

A animação tomou conta de alunos, professores e familiares, que aplaudiram, sacudiram bexigas coloridas, tocaram instrumentos e insistiram em gritos de guerra. Um deles era Antônio Carlos Oliveira (15 anos), morador de Itaipuaçu e aluno da E.M João Monteiro “Eu só estou torcendo, mas acho muito importante ter um torneio de games desse na cidade. Principalmente agora, que esse tipo de torneio começou a crescer, vai ajudar a escola a crescer também. Além de ganhar aquele troféu enorme ali, a gente ganha experiência”, disse.

Gabriela Agra (19 anos) veio do Colubandê (São Gonçalo) para torcer por um familiar. “Eu soube pelo meu primo que está participando e me pediu para compartilhar na internet, para chamar mais pessoas para vir. Saí da escola há pouco tempo e não tinha esse incentivo aos games. Aí eu vim para dar um apoio, porque acho esse torneio muito importante. Meu primo, por exemplo, quer ingressar nesse caminho como desenvolvedor de jogos, e ter um torneio, incentiva os jovens de que tem um futuro para isso”, opinou.

Para Alex Telles (15 anos), da Escola Municipal Amanda Pena de Azevedo Soares (Ponta Negra), o torneio traz uma novidade. “Tanto para as pessoas antigas quanto para as mais novas, porque tem muitas pessoas no mundo que desprezam isso aqui, dizendo que não é esporte. Tinha professores na minha escola que nós nem sabíamos que gostavam de jogo, mas hoje estamos mais perto deles”, contou.

“Esse torneio está fazendo toda a diferença na vida do meu filho pela inclusão, pela participação. Luís Fernando tem 15 anos, ele está evoluindo muito mais, está interagindo com o grupo escolar, com a sociedade. Isso é de suma importância para todos nós”, frisou Marcelo Pacheco (48 anos), que mora em Ponta Negra.

O superintendente de Desenvolvimento do Parque Tecnológico de Maricá (o torneio é vinculado à Codemar), Thiago de Paula classificou a competição como uma revolução na educação. “E um exemplo para o país de que derrubar um preconceito pode ajudar muito no desenvolvimento da criança e das profissões do futuro. Com o torneio, a gente abre as escolas para os jogos e mostra às crianças que existem diversas profissões. Essa é uma das áreas que mais gera emprego no mundo, então elas podem fazer parte disso e Maricá é uma porta de entrada para isso”, esclareceu.

Representante da For Games (empresa que utiliza games como ferramenta de aprendizado e sociabilização), o game designer, Victor Prado falou sobre a ação pioneira. “Essa é a primeira vez que uma cidade no Brasil faz isso, que uma cidade abraça games, legitima games na escola como uma ferramenta educacional, social, que já foi provada que estimula o emocional e que é uma indústria bilionária que gera renda de forma empreendedora”, justificou.

Durante o evento, os professores que incentivaram a disputa receberam certificados de professores gameficadores. O primeiro foi Thalles Rezende (31 anos), morador de Itaipuaçu que leciona nas Escolas Municipais João Monteiro e Anísio Espínola Teixeira, ambas de seu bairro.

“Acho que essa é uma maneira de trazermos para dentro da escola, uma atividade que é da realidade dos alunos e que muitas vezes é vista como um obstáculo ao aprendizado. Então, estamos revertendo isso”, disse o professor que lidera três times e acredita que os jogos colaboram com o aprendizado. “Eles se engajam mais. O jogo estimula a competitividade, a solidariedade e a colaboração, porque uns acabam ajudando aos outros e isso fortalece os laços”, frisou o professor.

Fotos: Katito Carvalho

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