20 anos de histórias

A Revista Maricá Já e seu trabalho de resgate das origens e das memórias do povo de Maricá

A Revista Maricá Já sempre se preocupou em levar a história de Maricá à população, através de fatos, fotos, curiosidades e depoimentos, uma vez que acredita que o conhecimento histórico auxilia o povo a descobrir sobre suas origens, além de se apresentar como um espaço para lhe dar voz e vez, quando narra suas experiências, memórias e sentimentos.
Por tais razões, o sociólogo Washington Luiz Cardoso Siqueira (Quaquá) e a jornalista Rosangela Zeidan convidaram, para escrever sobre a história da cidade, a historiadora Maria Penha de Andrade e Silva, que abraçou amorosamente a ideia e, desde então, já perdeu a conta de quantos artigos escreveu para a revista. Ela lembra que, a pedido da atual Deputada Estadual Zeidan, desenvolveu a pesquisa que mais a comoveu, sobre a escravidão em Maricá, que a levou a conhecer documentos preciosos do nosso passado.
Para a realização daquele trabalho, Maria Penha se dirigiu à Sala Fluminense, da Biblioteca Estadual de Niterói. Contudo, ao chegar lá, deparou-se com a mesma fechada para obras. O segurança, ao perceber a sua frustração, deu a ela a informação de que mais precisava: as fontes estavam no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), localizado em Botafogo. Foi lá que descobriu que existiram cinco quilombos na cidade, o que lhe permitiu a escrita de sua primorosa matéria, utilizada como referência em pesquisas a nível de especialização, mestrado e doutorado. Por sua marcante atuação na história maricaense, foi uma das homenageadas pela Revista, alguns anos atrás, por indicação da comissão editorial.
A professora Maria Penha de Andrade e Silva também é a responsável pela indicação dos nomes dos entrevistados para a coluna sobre as memórias da cidade, pessoas que fizeram e fazem a história, que são homenageados pela revista e, por isso, recebe muito carinho de suas famílias, sempre contando com o apoio dos funcionários da Maricá Já, em especial Carine Monnerat, e da ex-funcionária Armanda Figueiredo.
Nos últimos dez anos, Maria Penha – historiadora, pedagoga e especialista em Administração Escolar – constituiu um grupo de pesquisa formado por Renata Toledo Pereira – pedagoga, mestre em Educação e também professora da rede municipal, que no momento atua na Secretaria de Ciência, Tecnologia e Comunicações – e Renata Aymoré Gama – arquiteta urbanista, especialista em Meio Ambiente e funcionária concursada do município, estando no momento como Coordenadora de Patrimônio Histórico-Cultural da Secretaria de Cultura.
Juntas, realizam inúmeros projetos e exposições, prestando assessoria histórica, auxiliando professores e estudantes da educação básica, como também de pós-graduação, além de administrarem a página Maricá Antigo, do Facebook, que foi criada pela arquiteta Renata Gama como um presente à nossa querida Penha, como carinhosamente é conhecida pelos moradores e ex-alunos do Centro Educacional de Maricá Joana Benedicta Rangel, do Colégio Estadual Elisiário Matta e de outras instituições localizadas no município. Poder ter levado “as duas Renatas” para também trabalharem na Revista Maricá Já é algo que a alegra muito.
De modo a desenvolver os artigos mensais publicados na Revista, a equipe de pesquisa realiza diversos trabalhos de campo, como ocorreu, por exemplo, na Restinga, em ruínas da Estrada de Ferro Maricá, nas fazendas, visitando escolas, antigas construções e monumentos ambientais, contando com o auxílio do fotógrafo e guia de trilhas Eli Tavares. A realização de entrevistas, que constituem a História Oral, é de extrema importância para vislumbrar os aspectos sociais e culturais, que, muitas vezes, não são encontrados nos documentos.
As fontes documentais e iconográficas costumam ser localizadas junto à população, no Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ), na Biblioteca Nacional, no Instituto Histórico Geográfico Brasileiro, na Assembleia Legislativa do Estado do Rio de Janeiro, na Biblioteca Parque de Niterói e no Centro de Memória Fluminense da Biblioteca da Universidade Federal Fluminense. Estes espaços de pesquisas são visitados constantemente pelas colunistas, que também costumam utilizar os jornais disponíveis na Hemeroteca Digital Brasileira, da Fundação Biblioteca Nacional.
É importante compartilhar que encontrar o nome do nosso lugar em algum documento ou achar qualquer fotografia é causa de muita emoção e euforia, pois tais registros são difíceis de serem descobertos, dada a posição política, econômica e social de Maricá antigamente.
A equipe se empenha em buscar cada vez mais informações e novidades para tecer os fios da história do município, ajudando no aprofundamento da descoberta de origens e memórias de um povo que tem belíssimos relatos para contar àqueles que se apaixonam pela nossa maravilhosa Maricá!

Em um dos trabalhos de campo, realizado na Restinga de Maricá

Maria Penha de Andrade e Silva sendo homenageada pelo então Presidente da Câmara Municipal, Fabiano Horta

Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ)

Maria Penha se dedica à pesquisa histórica do município há mais de 40 anos

Arquivo Público do Estado do Rio de Janeiro (APERJ)

Trabalho de campo realizado nas ruínas da Estrada de Ferro Maricá

Com o colaborador da equipe Eli Tavares

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