Marco Antonio Cardoso Siqueira um apaixonado pela vida e por Maricá

A Maricá Já sempre se dedicou não apenas em divulgar nossa cidade, mas também a manter sua memória viva. Por isso, desde o início nos preocupamos em ouvir e publicar as histórias dos mais antigos em Maricá. Muita coisa interessante foi descoberta e eternizada a partir de trabalho constante de manutenção da nossa memória. Essa é e continuará sendo a missão da editoria Memórias da Cidade. E uma das pessoas que merece uma homenagem nesses 20 anos, é o nosso saudoso diretor comercial Marcos Antônio Cardoso Siqueira, também fundador da nossa revista.
Marcos Antônio Cardoso Siqueira, mais conhecido como Rato, foi uma das figuras mais conhecidas e mais queridas de Maricá. Sua morte prematura aos 45 anos devido a uma doença infecciosa abalou os amigos e familiares. Hoje, o CEU (Centro de Esportes Unificado) da Mumbuca e a Ponte da Barra levam seu nome, uma justa homenagem por seu amor e trabalho pela cidade.
Rato passou a primeira infância em Niterói, no morro do Caramujo. Filho de uma dona de casa e de um sargento da PM, frequentavam Maricá por causa da bisavó, que morava na Mumbuca. O bairro foi a primeira comunidade da cidade, primeiro foco de ocupação desordenada, na beira do rio. Primeira área periférica, se distanciando na forma de vida do Centro e do Parque Eldorado, que eram áreas da elite. Rato, aos 14 anos, veio morar em Maricá com os pais e seu irmão mais novo, Washington Quaquá, que na época tinha 11 anos de idade quando a bisavó ficou doente e lhes vendeu a casa. A família passou muita dificuldade e Rato e seu irmão aprenderam a nadar no rio da Mumbuca, que na época era limpo, pescando cará e matando rãs à paulada para complementar a alimentação em casa.
Uma vizinha ligada ao PDT na época que Brizola era Governador do Estado conseguiu uma bolsa para as duas crianças estudarem no Colégio Maricá, atual Cenecista, que era a melhor escola da cidade. Foi lá onde Marcos ganhou seu apelido, por carimbar suas coisas como cadernos, agendas, estojo e lápis com um desenho escrito Rato Boy 82. Um belo dia, fazendo jus a sua fama de bagunceiro, decidiu pichar as paredes do colégio com esse desenho. Dedurado por seu irmão, os dois tiveram que repintar todo o colégio. Garantido-lhe ser chamado de Rato até o fim da vida.
Rato viveu uma vida boêmia. Sempre pelos bares de Maricá, todos o conheciam por ser um cara brincalhão, que nunca arrumava briga com ninguém e mantinha uma boa relação com todos. A antítese de seu irmão, tirando a parte da cachaça. Ainda hoje é lembrado pelos amigos por suas piadas e frases engraçadas.
Foi um dos fundadores da Maricá já. No início da revista, Quaquá chama Rato para lhe ajudar com a venda de anúncios, para financiar a empreitada. Quaquá elabora a primeira edição e entrega para seu irmão ir para a rua. Por sempre ter tido boa relação com todos, Rato consegue levantar os fundos necessários para a impressão da primeira edição através da venda de anúncios. Permaneceu como vendedor por mais três edições, quando foi substituído pela Zeidan, esposa de Quaquá.
Após seu irmão se tornar prefeito, Rato passa a trabalhar voluntariamente na Comissão de Levantamento de Área Públicas, ajudando a retomar terrenos públicos que haviam sido ocupados irregularmente. Seu trabalho nessa comissão trouxe benefícios a todo o erário e à população de Maricá. Um dos terrenos recuperados foi o de onde hoje está situado o CEU, rendendo-lhe as homenagens já citadas.
Rato se foi, mas deixou sua marca na cidade. Seja pelo trabalho público realizado de forma voluntária, seja pela participação na fundação da Maricá Já, seja pela pessoa alegre e de bem com a vida lembrada com carinho por todos que o conheceram.
Com seu jeito extrovertido, ficamos com algumas de suas frases na memória:
“O que mata velho é tombo e caganeira.
Pra quem não tem nada, metade é o dobro.
Uma gambá cheira a outra.
Se eu gosto de alguém, eu faço por ela ate o que eu não gosto. Mas nunca o que eu não quero”.

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