Pré- Enem Digital

Alunos do Projeto Pré- Enem Popular continuam estudos

pela internet até que aulas possam ser retomadas

Muitos sonhos tiveram que ser adiados com a pandemia, mas para os estudantes do Pré Enem Popular “Iara Iavelberg” o distanciamento das aulas não fez com que desistissem do sonho de cursar uma faculdade. O curso que acontece presencialmente em três polos localizados em Itaipuaçu, Centro e Inoã viu a necessidade de encontrar o melhor meio de continuar dando suporte aos alunos. A coordenação do projeto buscou estratégias para ministrar as aulas de forma remota como tem acontecido com as escolas de ensino regular e de idiomas. Assim os quase mil alunos do Pré Enem assistem aulas ao vivo além de vídeos explicativos no Youtube com os conteúdos postados em um canal criado especialmente para eles.

Diante a situação do novo vírus se propagando rapidamente, o MEC viu que a decisão mais acertada, esse ano, seria o adiamento das provas que aconteceriam em novembro.

Em Maricá, os alunos continuam se empenhando para não perder nenhum conteúdo até que as datas de aplicação das provas estejam definidas. Segundo Wilian Campos, coordenador do projeto, as aulas acontecem no mesmo molde das aulas presenciais, onde são abordados os assuntos do Enem (história, biologia, geografia, física, matemática, português e redação), por isso não tem idade específica para estudar, basta ser morador da cidade e ter vontade. “A gente posta às aulas sempre às 18h na plataforma e o aluno pode assistir no horário que quiser e puder. Estamos fazendo uma adaptação no Pré-Enem, que vai passar a ter 50% das aulas digitais e 50% das aulas presenciais. A previsão é de que as aulas presenciais comecem só em agosto. Antes disso não volta”, frisou William que espera uma posição dos órgãos competentes para a retomada das aulas presenciais com segurança.

Ainda de acordo com Wilian essa é uma medida inclusiva, porque pela internet dá para alcançarmos mais pessoas ao mesmo tempo. “Na primeira aula, o número de acessos foi de 293 alunos ao vivo e na segunda aula de matemática o alcance foi de 7327 pessoas. É difícil, pois muitos não têm uma boa internet, um notebook ou um celular”, diz.

O professor de Biologia George Alex Soares Neri é também coordenador da turma de Medicina e Biomédica e disse que a adaptação às aulas online foi um verdadeiro desafio, pois a maioria dos professores está acostumado a fazer aulas presenciais e agora se deparando com essas novas ferramentas. “Fomos pegos de surpresa e estamos procurando fazer uma adaptação com eles e servindo como se fosse uma reciclagem para os próximos anos e isso para o projeto é muito interessante pois podemos colocar as aulas na plataforma e o aluno ter acesso à elas, sem desmerecer aquele contato pessoal. Quando se dá aula online, não se tem o feedback imediato. Presencialmente você vê nos olhos do aluno se aprendeu. Nada substitui as aulas presenciais, mas essa adaptação foi a melhor forma para esse momento”, relatou.

Fillipe Fernandes da Rocha é professor de Geografia e Coordenador de Humanas além de um dos fundadores do projeto, ao lado do professor Willian Campos. Ele faz parte como um dos gestores do Projeto desde sua origem, em 2016. Para Filipe, o ponto fraco das aulas online é a perda do contato mais humano que só uma sala de aula presencial permite. “Tenho muita experiência no uso de tecnologias em EaD, mas a implementação de forma abrupta exigiu muita habilidade para adaptação da equipe em produzir conteúdos e trabalhar de maneira adequada com essas ferramentas, permitindo um melhor aproveitamento por parte dos alunos. Como o projeto tem um público socioeconomicamente muito heterogêneo, o desafio também foi criarmos múltiplas ferramentas e metodologias para não deixar ninguém de fora. Felizmente estamos conseguindo”, comemora.

Ainda segundo ele, projetos assim exigem um trabalho afetivo e psicológico tão grandes quanto às aulas e a equipe tem tentado compensar isso com um cuidado adicional, mantendo contato diário através das redes e ajudando na rotina. “Temos indicativos de que está funcionando com nossos professores excelentes e material totalmente planejado, além de redes e plataformas de ensino eficientes. Tivemos nesse período novas matrículas e nenhuma desistência por parte dos alunos. O trabalho da equipe por trás criando e dando todo o suporte necessário para o atendimento dos nossos queridos alunos tem sido maravilhoso”, finalizou.

O estudante Caiky de Albuquerque tem 17 anos, morador do Condado e participa do Projeto desde o ano passado. Mas esse ano ele é aluno organizador, aquele que transmite aos alunos as informações do curso. Caiky pretende cursar Odontologia e ter as aulas remotas têm sido ótimo e extremamente importante, principalmente para quem não está tendo EAD. “É o único jeito e eles conseguiram aderir de uma forma incrível e totalmente organizada. Estou amando fazer parte desse projeto, ainda mais ajudando ele a crescer com a página no Instagram que fiz junto com meus amigos a Maria Eduarda e o Cadu. Uma ideia de ampliar esse projeto lindo, para atingir ainda mais pessoas”, comentou.

Em sua 5ª edição, o Pré-Enem foi criado em 2016, na gestão do ex-prefeito Washington Quaquá e até agora conta com 960 pessoas matriculadas. Inicialmente, a Secretaria de Educação havia destinado 900 vagas, e as aulas aconteceriam no Centro (600 alunos), Inoã (150 alunos) e Itaipuaçu (150 alunos). Mas, por causa da quarentena, a Prefeitura resolveu modificar não só a aplicação dos conteúdos, como ampliar o número de beneficiados, abrindo novas vagas.

Fotos: Divulgação

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