Primeiro lote de vacina contra Covid-19 chega a Maricá

A vacina da Covid-19 chegou nesta segunda-feira (18/01) no estado e já começou a ser distribuída entre as cidades. Inicialmente, Maricá receberá um quantitativo de 2.035 doses, correspondente também ao número de pessoas a serem imunizadas nessa primeira fase. A vacina será aplicada em duas doses, sendo a segunda entre 14 e 28 dias de intervalo, e seu quantitativo ainda não tem data para chegada. O número corresponde a um percentual populacional de 0,88% dos moradores da cidade, baseado em métricas do Ministério da Saúde, que, segundo dados da Prefeitura, não correspondem com a realidade de Maricá. As equipes gestoras da Secretaria Municipal de Saúde de Maricá aguardam a chegada das vacinas para iniciarem a imunização, cujo início será marcado em cerimônia no hospital municipal Dr. Ernesto Che Guevara, em São José do Imbassaí, com representação indicada pelo Ministério da Saúde – que elencou profissionais da Saúde, idosos em asilos e tribos indígenas como prioritários. A solenidade acontece nesta terça-feira  (19/01) às 14h no pátio do hospital e será exigido credenciamento prévio junto à Secretaria de Comunicação, para ter acesso ao local.

A orientação do Ministério da Saúde, que deve ser seguida para o procedimento de vacinação, é que primeiro seja feita em pessoas com 60 anos ou mais institucionalizadas (as doses serão destinadas aos idosos moradores de instituições de longa permanência); pessoas com Deficiência Institucionalizadas; povos indígenas vivendo em terras indígenas – Maricá possuí 77 indígenas, já excluindo do número as gestantes e as crianças menores de 18 anos;  e 34% dos trabalhadores de Saúde. Em Maricá, a vacinação será centralizada com equipes volantes que irão até seu público alvo e o dimensionamento das doses dentro desses grupos está sendo feito. Mas o que veio é claramente insuficiente até mesmo para essa fase.

“Recebemos um quinto do que havíamos programado. Vamos ser obrigados a vacinar a prioridade da prioridade, respeitando as diretrizes do Ministério da Saúde, dentro do plano nacional de imunização. A vacina é importante, é um marco, só temos uma quantidade muito pequena para distribuir nesse primeiro momento. E não temos uma previsão da próxima remessa. É complicado, pois somos obrigados a estipular um critério entre os profissionais da saúde e não podemos vacinar todos os idosos”, ressalta a secretária de Saúde de Maricá.

Vale lembrar que no fim do ano passado Maricá e outros 107 municípios brasileiros assinaram acordo com o Instituto Butantan para envio de vacinas Coronavac fabricadas pelo instituto. Para Maricá seriam 440 mil doses do imunizante a serem entregues a partir da semana que vem, mas o Butantan cancelou o acordo alegando que o Ministério da Saúde exigiu a exclusividade de todo o montante produzido.

Na reunião desta segunda, com as secretárias municipais com a secretaria Estadual de Saúde foi discutido o passo a passo da vacinação e o quantitativo, que não contempla o percentual do grupo prioritário. Nessa fase da imunização, então, não será possível fazer a vacinação nas Unidades de Saúde da Família (USF). O público alvo receberá a vacina pelas equipes volante. Idosos da cidade não serão contemplados com a vacina nesse momento, com excessão dos moradores de instituições de longa permanência (antigos asilos), devido ao número de doses.

“Estamos montando as equipes volantes e as demais que serão responsáveis pela vacinação em Maricá. Serão 232 profissionais da saúde envolvidos nessa estratégia, parte deles vão até os locais aplicar as duas doses (unidades de saúde, instituições de longa permanência e aldeias indígenas). Dentro do quantitativo de profissionais da Saúde de Maricá, vamos priorizar os da linha de frente: os que lidam diretamente com o paciente contaminado (Rede de Urgência e Emergência, dos profissionais dos polos de atendimento, UPA, Posto de Atendimento Santa Rita 24 horas aos que estão na “zona quente” nos hospitais Conde Modesto e no Che Guevara); vacinadores (profissionais da Atenção Primária à Saúde); e profissionais dos centros de testagem”, explica a subsecretária de Saúde, Solange Oliveira.

A subsecretária lembra que, se for necessário, será feita uma priorização, dando preferência aos profissionais da Saúde, sempre de acordo com os critérios do Informe Técnico de Vacinação da Covid-19, divulgado pelo MS.

“Estamos notificando a secretaria de Estado sobre as divergências entre o quantitativo que é dimensionado no município e o que recebemos. Entre os tópicos estão o número de idosos cadastrados no sistema, de acordo com a última campanha de vacinação onde esse grupo foi priorizado; nossa aldeia indígena recebeu povos de outras cidades e estados, já que eles são por natureza nômades; o fato de que Maricá está em período de veraneio, quando recebe um aumento de 40% no seu número de habitantes; lembrando que, dentro do Estado, Maricá é a cidade que mais cresce sua população”, afirma Solange.

Do Estado, diretamente da Fiocruz, a remessa de vacina Coronavac virá para a cidade de Niterói e de lá para toda Região Metropolitana II. Para Maricá, virá com escolta da Polícia Militar diretamente para o Posto Central, no Centro, onde ficará protegida por seguranças 24 horas.

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